O comerciante Marinho Tavares fundou, no início da década de 40, a empresa expresso senhor do bomfim, para transportar cidadãos aracajuanos com destino a emergentes municípios sergipanos, como Propriá, Tobias Barreto, Itabaiana e Lagarto.
A frota constituía-se de 22 marinetes, alcunha dos antigos ônibus de bagageiro no teto, motor dianteiro e com 20 poltronas tipo metropolitana. Eram percursos por estradas nuas, de chão batido e esburacado. O concorrente direto da marinete era o caminhão pau-de-arara, a estrela das estradas.
No final da década de 50 como não dispunha de recursos para a recuperação da frota, no final do ano de 1959, a empresa Expresso Senhor do Bomfim, reduzida a três sucatas, beirava a falência.
José Lauro Menezes, filho de José Ramos da Silva, mais conhecido como Zeca Barbosa e sua mãe Maria Menezes, destacava-se entre os irmãos, através do seu espírito de liderança e da vontade de montar seu próprio negócio.
Em 1954, José Lauro Menezes, aos 17 anos, começou a trabalhar no comércio e no ramo agropecuário. Casou-se em 1958, com Gilza Teixeira, filha de Oviêdo Teixeira, renomado comerciante de itabaiana, do ramo de tecidos. Oviêdo, primo de Marinho Tavares, aconselhou ao genro a compra da falimentar Expresso Senhor do Bomfim.
O genro tomou de bom grado a sugestão do sogro e materializou o sonho de abrir o próprio negócio, adquirindo as três sucatas de marinete. Em 24 de fevereiro de 1960 foi fundada a "Empresa Senhor do Bomfim", ou seja, a bomfim que existe hoje.
Inicialmente, eram apenas três as linhas: Aracaju/Propriá, Aracaju/Neópolis e Aracaju/Brejo Grande. No mesmo ano, com apenas dois meses de existência, a Bomfim decretou o fim da era das marinetes, com a aquisição de três ônibus mais modernos, com bagageiro na parte inferior e poltronas reclináveis.
Em outubro foi inaugurada a trajetória além fronteiras, com a compra da Jordão, empresa titular das linhas Aracaju/Salvador. Eram duas linhas, uma via Estância, outra por Tobias Barreto, operando em dias alternados, uma vez que a empresa dispunha apenas de duas viaturas para aquela rota.o cotidiano de José Lauro foi transformado radicalmente.
Ele desdobrou-se em vários cargos: varredor, manobreiro, revisor e ainda partia para estradas, investindo de mecânico, para prestar socorro às viaturas quebradas. Diferentemente de seus antecessores no ramo, ele tinha como norte, a necessidade de transportar com o máximo de conforto e segurança, estratégia para a guerra declarada contra a hegemonia do caminhão.
Obstinado, José Lauro estava decidido a fazer seu negócio prosperar. Em 1961, incorporou a Expresso Santo Antônio, que circulava para os municípios de Itabaianinha e Tobias Barreto. Em seguida, veio a Viação Nossa Senhora das Graças de Itabaiana e posteriormente a empresa São Paulo da cidade de Frei Paulo, que operava linhas com destino às cidades de Jeremoabo e Paulo Afonso. Na Bahia, em 1963, aconteceu a investida mais ousada, incorporando a O. Macêdo, que dispunha de 27 viaturas.
Em 1964, Sergipe conheceu o maior temporal de sua história, enfrentando 360 dias consecutivos de chuva, por água abaixo foi ponte de itaporanga, o único acesso para o resto do país. A Bomfim passou a transportar sob baldeação.
Em 1969, a pavimentação asfáltica da br-101, cortando sergipe de ponta a ponta. Nesse ritmo, as fábricas automotivas, prognosticando o aquecimento do mercado, começaram a investir na produção de ônibus mais modernos.
O cenário do segmento em transporte coletivos se transformou radicalmente. A "br" determinou a supremacia dos ônibus, rompendo com o ciclo do caminhão. A Bomfim, àquela altura, já despontava como uma das mais proeminentes empresas do nordeste, fazendo o transporte para municípios de todo o estado de Sergipe, além de operar linhas para Bahia e Alagoas. De 10 funcionários, em 1960, a empresa passou a reunir 515 em 1969.
O homem do campo tinha fé nas estradas muito antes do asfaltamento, em 1965, inaugurou o primeiro parque rodoviário - estrutura que centraliza em um só local a garagem e os setores administrativo e de serviços - de uma empresa de transporte em Sergipe.
Em 1967, comprou a frota da nogueiras e implantou a linha Aracaju/Itabuna, atento às notícias que chegavam do sul da Bahia. No mesmo ano trouxe o primeiro ônibus leito a solo sergipano.
Quando mal completou seu oitavo aniversário pelas estradas, o atento empresário colocou seus ônibus nas balsas que ligavam sergipe ao vizinho estado de Alagoas. Em Neópolis, o carro da linha Aracaju/Maceió atravessava as águas do rio São Francisco.
Em 1969, o então prefeito de Aracaju, o economista Aloísio de Campos, decidiu abrir concorrência pública para a exploração do transporte urbano, tendo em vista a substituição do deficitário sistema kombi auto-lotação. Os kombeiros se levantaram em violentos protestos, inutilmente, o processo foi até o final, nesse momento nasceu a “Bomfim Urbana”, primeiramente com 20 ônibus, depois passou a ter 80 unidades.
Em 1972, nasceu a ponte rede ferroviária federal, ligando Propriá ao vizinho município alagoano de Porto Real de Colégio, possibilitando o acesso terrestre por capitais como João Pessoa e Maceió. O transporte hidroviário naufragou.
Em 1977, é implantado o primeiro serviço executivo, a geração de ônibus que culminou com o surgimento do top class (os ônibus top de linha, que prestam um serviço 5 estrelas, símbolo do padrão de qualidade Bomfim). Com o top class, já nos anos 90, surgiram as "salas de atendimento ao cliente e as salas vip", distribuídas pelos principais terminais rodoviários incluídos nos itinerários da Bomfim.
Em 1978, funda a Viação São Pedro, empresa destinada ao transporte urbano de Aracaju e que mais tarde partiu para atuar, também, em Salvador. A partir daí, a Bomfim iniciou o processo de diversificação de seus serviços, passando a atuar em outros segmentos do setor de transportes, como cargas, turismo e renovação de pneus, constituído-se numa holding.
Na longa caminhada de mais de 40 anos, José Lauro faz questão de reconhecer o decisivo apoio dos irmãos. Luciano ocupava o cargo de vice-presidente da Bomfim interestadual. Laelson geria a Bomfim Urbana. Ainda participavam o mais velho,Lluís, e o caçula, Liomar, respondendo pelas linhas intermunicipais. Em 1986, José Lauro tomou uma decisão sintomática, num gesto indicativo de que ele começava a gestar a própria sucessão. Delegou ao filho Lauro Antônio, conhecido como Laurinho, à época com 26 anos, a gestão da Viação São Pedro. Ele havia se destacado na condução administrativa da fazenda Boa Luz quando, com apenas 20 anos de idade, criou o Haras Boa Luz e os leilões da raça mangalarga marchador, que ganharam projeção nacional.
Dez anos mais tarde, quando a Bomfim se aproximava dos 36 anos de estrada, José Lauro reuniu os irmãos e decidiu que era o momento de cada um seguir o próprio itinerário, promovendo a cisão do grupo. Liomar e Luís, por conveniência, retornaram à atividade agropecuária. Laelson criou a Rota Sul, operando linhas intermunicipais em Sergipe. Luciano fundou a Santa Maria atuando, também, no transporte intermunicipal. Ainda surgiu a Barramar, empresa urbana de Salvador, que resultou da cessão de parte da frota da São Pedro na capital baiana para Laelson e Luciano. "Chega um momento em que a família cresce, aparecem netos, sobrinhos, e aí é a hora de cada um seguir seu caminho", justifica o pioneiro.
As expectativas se confirmaram. A partilha do grupo coincidiu com outra decisão. José Lauro havia cumprido sua missão pelas estradas, passando o bastão ao filho Laurinho Menezes. "
Hoje, apesar da dedicação ao campo,José Lauro ainda participa ativamente das principais decisões da empresa. Na gestão do hoje chamado de grupo Bomfim, embora José Lauro prefira dizer que na Bomfim já cumpriu sua missão. Investimentos no sentido de transportar com o máximo de segurança e conforto seus passageiros.
Sempre fiel às raízes, José Lauro possuía uma fazenda em Itabaianinha. Zeca Barbosa aconselhou o filho a se desfazer daquela e adquirir outra num local mais próximo de Aracaju. Indicou uma propriedade situada a 15 km da capital. Encantado com os 700 hectares de terra ocupados com pastagens, batizou o espaço de Fazenda Boa Luz.
Orgulha-se do que chama de papel social da Bomfim. Através da empresa Bomfim, foram abertas muitas terras, onde era impossível chegar de carro, com isso facilitou o intercâmbio comercial. Além de transportar doentes, deficientes físicos e anciãos gratuitamente.
Ao futuro do sistema legal de transporte, identifica na livre proliferação da clandestinidade o principal obstáculo. Sabe que a iniciativa privada talvez passe um dos maiores crises da história nacional, mas ele ainda enxerga o risco da atividade empresarial como o melhor de todos os negócios.
A preocupação em desenvolver estratégias de mídia e mercado existe desde que a empresa nasceu, em 1960. O primeiro desafio da Bomfim foi viabilizar o seu produto, tão vulnerável às condições das estradas. Depois de decretar o fim da era das "marinetes" em Sergipe, substituindo-as por viaturas mais modernas, ela iniciou o aparelhamento de sua oficina mecânica, de modo a garantir uma maior longevidade para a frota e reduzir as possibilidades de quebra nas estradas. Outra medida foi implantar um eficiente sistema de limpeza com a ordem: o veículo que chegar a garagem deve ser imediatamente submetido à lavagem e faxina.
Para assegurar o cumprimento de seus itinerários, a empresa colocou ao longo das estradas seis tratores, que rompiam qualquer barreira: buracos, atoleiros e troncos de árvores caídos, eram as mais comuns.
A frota era constantemente renovada, sempre adquirindo veículos de última geração e top de linha. No ano de 1967, antes do surgimento das br's, a empresa inaugurou o serviço leito em Sergipe. Foi responsável pela implantação dos primeiros ônibus com toalete, além do primeiro serviço executivo, em 1977. No quadro de profissionais, explica o pioneiro, a orientação era sempre manter os mais bem preparados do mercado.
Em 1973, a Bomfim se dividia nas nuances urbana, intermunicipal e interestadual, reunindo 515 funcionários e 122 veículos. Para comemorar o seu 13º aniversário, editou uma revista de caráter institucional, desnudando toda sua estrutura interna. A capa trazia o lema: "13 anos servindo sergipe, bahia e alagoas".
Viagem planejada é resultado de pesquisa. Os carros da Bomfim têm toalete com tratamento especial, motorista especializado que lhe proporciona uma viagem tranqüila e poltronas confortáveis, que possuí o sistema de suspensão com molas longas e amortecedores telescópios. Tem barras estabilizadoras que dão maior segurança na marcha, além de três sistemas de freios independentes. Estas são algumas das razões para você viajar nos ônibus macios, rápidos e confortáveis da Bomfim. Na sua próxima viagem a Salvador, Maceió, João pessoa ou Itabuna vá e volte pela empresa que mais cresce no nordeste.
31° Troféu Internacional ao Prestigio Comercial
"New Milenium Award" - Madri - Espanha, conquistado em 26/11/2001 e oferecido pelo Trade Leader`s Club. Este prêmio foi criado para distinguir a imagem corporativa obtida graças à qualidade dos produtos e/ou serviços.
Internacional Who`s Who Award
É oferecido por uma corporação de Boston-USA, denominada internacional Who`Who, que certifica a qualidade de serviços prestados por empresas e profissionais liberais em todo o mundo, desde 1928, contando atualmente com 80.000 membros em 152 países.
Prêmio Century Quality Era Award
Gold category, oferecido pela B.I.D. Internacional Quality, uma organização não governamental, que desenvolve programas de qualidades baseados em critérios QC - 100, um modelo avançado dos programas de qualidade total (TQM). Com base nestes programas, que certificam a excelência na qualidade de serviços, são premiadas empresas de todo o mundo.
XXV Prêmio Qualidade Brasil 2002
Oferecido pela empresa internacional Quality Service, incluindo a Bomfim no "time de masters", da qualidade nacional.
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