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TEMAS DE ATUALIZAÇÃO CIENTÍFICA
Dr. William Soares

E agora José

Pois é. E agora, José?

Lembra-se quando eu lhe disse que não existe usina nuclear segura, ou melhor, isenta de acidentes?WilliamInSpain.jpgLembra-se da enorme lista de acidentes nucleares que lhe mostrei? Desde o primeiro, em Liverpool, em 1957, onde 39 pessoas morreram de câncer; também em 1957, na usina russa de Tcheliabinski, onde um vazamento de radioatividade contaminou 270 mil pessoas; em janeiro de 1961, três operadores de um reator experimental nos Estados Unidos morreram devido à alta radiação; outubro de 1966, ocorreu mal funcionamento do sistema de refrigeração de uma usina de Detroit; março de 1975, um incêndio atingiu uma usina nuclear americana do Alabama; março de 1979, a usina americana de Three Mile Island, na Pensilvânia, é palco do pior acidente nuclear registrado até então; janeiro de 1986, acidente numa usina de Oklahoma, Estados Unidos; abril de 1986, ocorre o maior acidente nuclear da história , quando explode um dos quatro reatores da usina nuclear soviética de Chernobyl, lançando na atmosfera uma nuvem radioativa de cem milhões de curies (nível de radiação 6 milhões de vezes maior do que o que escapara da usina de Three Mile Island), cobrindo todo o centro-sul da Europa. Metade das substâncias radioativas voláteis que existiam no núcleo do reator foram lançadas na atmosfera (principalmente iodo e césio). A Ucrânia, a Bielorússia e o oeste da Rússia foram atingidas por uma precipitação radioativa de mais de 50 toneladas. As autoridades informaram na época que 31 pessoas morreram, 200 ficaram feridas e 135 mil habitantes próximos à usina tiveram de abandonar suas casas. Em abril de 1995, o Ministério da Saúde ucraniano informavou que mais de 125 mil pessoas haviam morrido entre 1988 e 1994, vítimas da radiação, sendo o câncer uma das principais causas. Em 1996, a estimativa de mortes em razão do acidente, foi ajustada para 300 mil... O número total de pessoas contaminadas seria de cinco milhões, e a área inutilizada pela radiação era de cerca de 140 mil km², equivalente a um Portugal e meio. Em 1998, a OMS informou que o índice de câncer na tiróide entre as crianças era, na verdade, cem vezes superior ao nível de antes da tragédia. De acordo com a Organização, a radioatividade desprendida no acidente foi 200 vezes superior à liberada pelas bombas de Hiroxima e Nagasaki juntas ; setembro de 1987, a violação de uma cápsula de césio-137 por sucateiros da cidade de Goiânia; junho de 1996, acontece um vazamento de material radioativo de uma central nuclear de Córdoba, Argentina; março de 1997, uma explosão numa usina de processamento de combustível nuclear na cidade de Tokai, Japão, contamina 35 empregados com radioatividade; maio de 1997, uma explosão num depósito da Unidade de Processamento de Plutônio da Reserva Nuclear Hanford, nos Estados Unidos, libera radioatividade na atmosfera; julho de 1997, o reator nuclear de Angra 2, no Brasil, é desligado por defeito numa válvula. Segundo o físico Luiz Pinguelli Rosa, foi "um problema semelhante ao ocorrido na usina de Three Mile Island", nos Estados Unidos, em 1979; em dezembro de 1995, no Japão, vazaram cerca de duas toneladas de sódio líquido do sistema de refrigeração do "super reator nuclear" da usina de Monju. Os especialistas haviam escolhido esse tipo de reator porque o uso de sódio no lugar de água para refrigeração tornava mínimo o risco de vazamentos, por diminuir os fatores de corrosão... 24 de agosto de 2008, incidente grave na central nuclear de Vandellòs II, em Tarragona, Espanha (infelizmente eu estava lá por perto, e foi um grande sufoco); e agora, março de 2011, o acidente na central nuclear de Fukushima, Japão (esperamos que não seja pior que Chernobyl).

E agora, José? Será que você, agora, vai acreditar que não existe usina nuclear a prova de acidentes? Ou vai esperar para que aconteça um acidente próximo a sua casa?
Lembra-se, quando escrevi há quase dois anos atrás que “Sergipe não precisa de Usina Nuclear e que precisávamos, isto sim, de aparelhos de radioterapia” ? Insisto no assunto: o uso de energia nuclear não coaduna com nossa realidade e nossas oportunidades. E, além disto, a nossa Constituição, sabiamente, proíbe a instalação de usinas nucleares, bem como o armazenamento de lixo atômico. Não precisamos de usina nuclear. Temos opções melhores e que não envolvem risco de acidentes radioativos desastrosos.

“Dizer que construir duas usinas nucleares no Nordeste seria uma forma de garantir a independência energética da região é uma bobagem. O que precisamos é usar melhor nossas reservas hidrelétricas. Apenas um terço do potencial dessa matriz é utilizado atualmente no País. Dizer que é bom colocar um reator no Nordeste, pois assim o Nordeste ficará independente em energia, é uma falácia. Fazer novos reatores é politicagem.” (Professor Doutor José Goldemberg)
O Brasil tem outras opções, outros caminhos a explorar que, combinados entre si, podem muito bem abastecer o nosso país de energia limpa que não comprometa a nossa sobrevivência e a sobrevivência dos nossos descendentes. Estamos falando de material radioativo que lançado na natureza pode levar milhares ou milhões de anos emitindo radiação, contaminando o solo, a água, a atmosfera, os alimentos, os animais , etc. A meia-vida do urânio-235 é de 713 milhões de anos, a do urânio-238 é de 4,5 bilhões de anos, a do plutônio-239 é de 241 mil anos e a do césio-137 é de 30 anos.

Portanto, José, concluindo: o que necessitamos, URGENTEMENTE, é a instalação de mais aparelhos para radioterapia. Sem isto, vidas estão sendo perdidas diariamente. Sem isto, aqueles casos de câncer que, arduamente, diagnosticamos numa fase inicial da doença, estão evoluindo, diuturna e inexoravelmente, para formas avançadas. Sem isto, estamos, diariamente, assistindo ao sofrimento, ao desespero e a morte de pacientes e de entes queridos, que poderiam ser salvos.

José, e agora?

A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, Você?
Você que é sem nome,
que zomba dos outros,
Você que faz versos,
que ama, protesta?
e agora, José?

*William Soares
Médico, especialista no uso das radiações ionizantes (Radioterapia)
Sócio da Sociedade Brasileira de Radioterapia
International Member of American Society for Therapeutic Radiology and Oncology
Corresponding Member of European Society of Radiology
Diretor Clínico do Instituto de Oncologia San Giovanni (Aracaju-SE)
Membro da Academia Sergipana de Medicina
Assessor Regional para o Meio Ambiente do Lions Clube Região D
soares.w@hotmail.com.

 

 

 

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