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TEMAS DE ATUALIZAÇÃO CIENTÍFICA
Dr. William Soares
O CÂNCER NA CRIANÇA E NO ADOLESCENTE


*NUBIA MENDONÇA
(Oncologista Pediátrica: ONCO – Sociedade de Oncologia da Bahia Ltda, Hospital São Rafael. Salvador – Bahia)

- O câncer é a principal causa de morte por doença em crianças abaixo de 15 anos, afeta anualmente 10/100 000 crianças em países desenvolvidos. No Brasil já ocupa a 3ª causa de morte por doença e espera-se 12.500 novos casos/ano.
- Representa, no entanto, pequena percentagem do câncer no mundo (2 a 3%) sendo o responsável por 10% das mortes em crianças. 80% de todos os casos ocorrem em países em desenvolvimento, restando 20% para os países desenvolvidos.
- Tem tipos e distribuição diferentes do adulto e achados clínicos, biológicos e genéticos únicos, o que representa uma oportunidade para o estudo da sua origem (carcinogênese) X ambiente X genética.

TIPOS ENCONTRADOS:
1. Leucemia linfocítica aguda
2. Leucemia não linfocítica aguda
3. Doença de Hodgkin
4. Linfoma não Hodgkin
5. Tumores do Sistema Nervoso Central
6. Neuroblastoma
7. Retinoblastoma
8. Tumor de Wilms
9. Sarcomas ósseos
10. Sarcomas de partes moles
11. Tumores hepáticos
12. Tumores de células germinativas
13. Tu epiteliais (pouco freqüentes)

DIAGNÓSTICO
- É imprescindível que seja preciso e é feito através de diversos métodos:
1. Laboratório
a. Patologia Clínica, Imunofenotipagem, Citogenética, Biologia Molecular.
2. Imagens
a. Convencional, TC, RNM, PET-scan, Medicina Nuclear…
3. Anatomia Patológica
a. Histologia, Imunohistoquímica, Microscopia Eletrônica...

TRATAMENTO
- Os avanços no tratamento foram os maiores em toda a Cancerologia:
- Décadas 1960 / 1970 - tratamento mais agressivo e multiprofissional
- Década 1970 / aumento importante nº sobreviventes a longo prazo (5a): LLA, linfomas e SPM +++
- Década 1980 – ênfase no tratamento de suporte, seja o médico, seja o psico-social.
- O tratamento clássico ainda é constituído da cirurgia, qumioterapia e radioterapia, usadas isoladamente ou em associação.
- Os transplantes de células progenitoras (medula óssea, sangue periférico e de cordão umbilical) vieram resgatar muitos dos pacientes que não conseguiram sucesso com o tratamento convencional, e o último e grande avanço, sem dúvida alguma é a terapia em alvo, onde, conhecendo bem as alterações genéticas, elas podem ser corrigidas.
- O tratamento de suporte ocupa um papel imprescindível e é constitúido do:
1. Suporte médico, com o combate às alterações metabólicas, às alterações nutricionais e às infecções
2. Suporte social
3. Suporte psicológico

CURA
- As taxas de cura cresceram de 35% ainda na década de 70 para 80% em nossos dias. Algumas patologias já superam os 90% de possibilidade de cura.
- Somente um diagnóstico preciso, um estadiamento correto e um tratamento atualizado podem permitir ao paciente a chance de uma vida futura.
- Estudos etiológicos, estudos epidemiológicos, disciplina de Pediatria Oncológica e estudos cooperativos farão com que a cada vez mais conheçamos a origem da doença e sua real incidência, que o diagnóstico seja mais precoce e que o tratamento mais adequado seja aplicado, obtendo conseqüentemente uma maior taxa de cura e trasnformando estes pacientes em adultos com qualidade de vida.

ALIANÇA TERAPÊUTICA
- Representa a união dos serviços médicos, grupos de apoio e a sociedade em geral em prol destes jovens, que, como vimos, encontram-se distribuídos em países em desenvolvimento, pertencendo àss camadas mais desfavorecidas socio-economicamente.

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De Marcelo da Silva Ribeiro, da Academia Sergipana de Letras e da Academia Sergipana de Medicina À venda: Banca do Roberto - Praça Fausto Cardoso. Consultório do Dr.Marcelo - Centro Médico Luiz Cunha.

 

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